Foto: George Gianni/SCS-DF
Brasília, 06/01/2006 (Secretaria de Comunicação Social -- Agência Brasília de Notícias) - Em coletiva na tarde desta sexta-feira (6), no Palácio do Buriti, o secretário de Cultura, Pedro Borio, junto ao secretário de Comunicação Social, Weligton Moraes, o administrador da Ceilândia, Rogério Rosso, e o presidente da Liga das Escolas de Samba de Brasília (Liesb), Frederico Augusto Pereira, explicaram porque estão indignados com o corte da verba para o carnaval 2006.
Pedro Borio, Rogério Rosso e Frederico Augusto já vinham se reunindo desde o ano passado para que o Distrito Federal, em 2006, viesse a ter um carnaval a altura das mais de 300 mil pessoas que prestigiaram a festa passada. “Entre diplomatas, funcionários públicos, embaixadores, famílias de todo o DF e Entorno participaram da festa passada e esperam um carnaval com o mesmo sucesso de 2005”, explicou.
A verba destinada ao carnaval de 2006 seria de R$ 3 milhões, com o primeiro repasse no dia 10 deste mês, o segundo em fevereiro e o terceiro em março. Segundo Pedro Borio, “o deputado distrital Leonardo Prudente, tomou a iniciativa de vetar o recurso para a realização da festa popular alegando desvio de verba da Saúde, o que é uma total inverdade”, afirmou.
Borio disse ainda que ao carnaval passado foi pacífico, familiar e um sucesso. “A população do DF merece a realização da festa popular. Ela representa a cultura, a economia, a geração de aproximadamente 3 mil empregos, diretos e indiretos e renda”, constatou.
Para concluir, Borio afirma que o carnaval vai acontecer, mas não sabe ainda de que forma. “Estamos buscando parcerias com empresas privadas, afinal o carnaval de Brasília tem tudo para se tornar um evento independente num futuro próximo”. A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), não votou o projeto encaminhado pelo governador Joaquim Roriz e entrou de recesso às vésperas da festa, o que ameaça o carnaval de 2006”, protestou.
O administrador da Ceilândia, Rogério Rosso, foi sucinto e ressaltou a importância do evento. “Carnaval não é despesa, é investimento na cultura, na economia e na criação de empregos, além de ser a maior festa popular do Brasil. Esclareço que a festa não é da cidade da Ceilândia e sim do DF”, Defendeu.
Rosso lembrou ainda que faltam 51 dias para o carnaval do DF, que inclui diversos eventos um para cada cidade. Bailes infantis (matinês), desfile de blocos tradicionais das cidades, bailes para a terceira idade, e sempre prestigiando bandas locais. “Não temos muito tempo e precisamos de solução. Vamos buscá-las”, disse.
CEILAMBÓDROMO – Rogério Rosso disse que o arquiteto e urbanista, Oscar Niemeyer, é muito meticuloso e foi difícil definir o local para a construção da obra, que vai se chamar Sambrasília. “Niemeyer foi o responsável pelos sambódromos do Rio de Janeiro e São Paulo e agora o de Brasília. As obras estão previstas para terem início ainda este ano”, garantiu.
Para o presidente da liga, Frederico Augusto, disse ter recebido a notícia como uma ducha de água fria. “O carnaval do DF não é cobrado ingresso, camarotes o que garante uma festa popular e diferente dos outros estados”.
Pedro Borio, Weligton Moraes, Rogério Rosso e Frederico Augusto vão levar o problema ao governador Joaquim Roriz, para juntos viabilizarem alternativas para a realização do carnaval 2006. (0106DD1 )
Duda Lopes
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