Foto:Sheyla Leal/SCS-DF

Brasília, 1o/09/2004 (Secretaria de Comunicação Social -- Agência Brasília de Notícias) - O projeto de estudos sobre a implantação do trem-bala no Centro-Oeste não sai da agenda do governador Joaquim Roriz. Nesta quarta-feira (1o.), Roriz saiu otimista de uma audiência com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, na sede do Ministério. O governador recebeu aval do Governo federal, por meio do Ministério dos Transportes, para dar início à elaboração dos estudos para a implantação do trem de alta velocidade no trecho Brasília-Goiânia.
O secretário Nacional de Políticas de Transporte, José Augusto Valente, foi encarregado pelo ministro Alfredo Nascimento, de constituir um convênio entre o Ministério e os dois governos – do Distrito Federal e de Goiás, para fazer um estudo e depois averbação de um projeto de desenvolvimento econômico no eixo Brasília-Goiânia, que tem como objetivo fundamental a construção de uma ligação ferroviária, com o trem de alta velocidade.
“Para a construção da ferrovia é necessária uma concessão federal”, alerta Valente, ressaltando que o Ministério vai coordenar esse processo, uma vez que é uma ação compartilhada, onde os dois governos vão investir recursos e seu poder político para a construção desse projeto que é de grande interesse para o país.
Por isso, o Ministro dos Transportes o orientou a dar um encaminhamento ao projeto, já que não se trata de interesse apenas para os dois estados, mas para o País. “Queremos retomar a construção de ferrovias para começar a mudar a matriz do transporte. Então, todo projeto onde o Governo de Estado se empenha para ajudar, tem uma importância muito grande”, garante o secretário. “Especialmente se o Governo tiver de alocar recursos orçamentários para construir o projeto”, completou. “Isso era tudo o que eu precisava ouvir”, comemorou Roriz, ao receber o aval do Ministério, na manhã desta quarta-feira (1o.).
IDÉIA – O governador ressaltou que antes, quando teve a idéia, parecia sonho, pois poucas pessoas acreditavam na sua realização. “Ocorre que fomos para fora do País para discutir esta questão”. Roriz citou a Europa, Estados Unidos, Japão e países do Primeiro Mundo, que partiram para o uso de trens de alta velocidade.
Como exemplo Roriz citou a Espanha, um país pequeno que conta hoje com nove mil quilômetros de ferrovias de alta velocidade, embora nem todas estejam em funcionamento. Algumas estão em andamento. “Lá, percebemos que é possível a construção deste modelo de ferrovia no Centro-Oeste, naturalmente com algumas dificuldades”.
O governador destacou também, que nos países onde este projeto está em implantação, eles têm interesse em oferecer know how e a experiência adquirida para países que ainda não tem. “O Distrito Federal e Goiás foram os primeiros estados a buscar know how nos Estados Unidos”.
Depois das visitas a países como França, Espanha e Estados Unidos, Roriz disse que agora depende do Ministério dos Transportes para dar concessão. “Sem essa concessão não podemos fazer nada”, esclarece Roriz, satisfeito pelo bom acolhimento do projeto no órgão federal. O governador contou que o ministro se dispôs em ajudar no que for possível, porque se trata de uma coisa pública. “Isso foi falado com muita segurança”, comemorou .
O governador lembrou que já recebeu documentos em que assume parte dos investimentos a fundo perdido. “Acreditamos que vamos ter a primeira ferrovia de trens de alta velocidade entre Brasília e Goiânia”. E explica porque defende isso: “Porque acreditamos que este eixo, Brasília-Goiânia, no Centro-Oeste brasileiro, é a maior região agricultável do planeta. Entendemos que, com a abertura desta ferrovia, o eixo de grande desenvolvimento nacional vai mudar”. E completou: “Aqui está o futuro, aqui está a riqueza e o combate definitivo da fome dos brasileiros”, finalizou.
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