Uma das experiências mais bem sucedidas de Brasília é a chamada Cidade do Automóvel. Historicamente, as revendedoras de veículos foram se instalando em áreas centrais da Capital Federal, gerando problemas de relacionamento com os moradores dessas regiões, pelos transtornos operacionais causados. Era preciso abrigá-las em setor destinado especificamente a essa atividade.
Em 2002, começou a ser implantado o pólo especializado, para o qual foram transferidas cerca de 110 empresas do ramo, devendo este número se ampliar para 140 até o fim de 2004. O novo endereço de compra e venda de veículos é hoje o maior centro automotivo do país, transformando-se em programa de passeio para as famílias, pelas condições ideais de instalação. Nos finais de semana, cerca de cinco mil pessoas visitam os 280 mil metros quadrados do empreendimento.
Distante apenas 10 quilômetros do centro de Brasília, a Cidade do Automóvel fica na chamada Via Estrutural, mantendo permanentemente cerca de seis mil veículos em exposição. As ruas são largas e as lojas foram construídas em arquitetura apropriada para a revenda de veículos, com pé-direito elevado e entradas amplas. Não há nada igual no mundo, nesse ramo de atividades, afirmam com orgulho os empresários, que vivem criando promoções semanais para atrair a clientela.
Na Cidade do Automóvel são vendidos cerca de 3.000 veículos por mês, com faturamento bruto mensal de quase R$ 40 milhões. A estrutura de marketing desse empreendimento coletivo é hoje uma das mais expressivas de Brasília e o novo pólo tornou-se um fator de orgulho para a população, que, ainda por cima, ficou livre do incômodo de conviver com o comércio de automóveis nas suas vizinhanças.
Inaugurada oficialmente em 27 de novembro de 2002 e instalada às margens da Via Estrutural, em frente ao Setor de Indústria e Abastecimento, a Cidade do Automóvel é a concretização do sonho de concorrência perfeita entre empresas do mesmo segmento de mercado.
O novo endereço de compra e venda de veículos no Distrito Federal é hoje o maior centro automotivo do país.
As ruas são largas e as lojas foram construídas em arquitetura apropriada para a revenda de veículos, com pé-direito elevado e entradas amplas. Isso permite que o consumidor faça a escolha da sua compra sem sair do carro, no sistema drive-thru.
Não há nada igual no mundo nesse ramo de atividades, afirmam com entusiasmo os empresários, que vivem criando promoções semanais para atrair a clientela.
Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico mostra que a Cidade do Automóvel deverá gerar 13,1 mil empregos diretos. Com a expansão dos negócios, ainda poderá alavancar mais 11 mil.
O resultado prático é que, em direção a Brasília, consumidores de toda a região Centro-Oeste começam a criar o hábito de visitar a Cidade do Automóvel quando querem vender ou comprar um carro. Mesmo tendo sido 2003 um ano de crise, as vendas dos lojistas aumentaram em média 30% em relação a 2002.
Brasília queria resolver um problema antigo de espaço urbano. As revendas da cidade estavam concentradas na Avenida W-3, na Asa Norte, onde as lojas, todas pequenas, disputavam cada centímetro da calçada para expor seus poucos veículos. Não foram poucos os estabelecimentos que fecharam pela inconveniência de as agências de automóveis ocuparem a região.
Calçadas e estacionamentos públicos e até áreas verdes eram utilizadas como vitrines de veículos a céu aberto, contrariando o projeto urbanístico original da cidade e prejudicando diversos comerciantes de outros setores. Ao longo das quadras 700 da W3, pelo menos 120 revendas de carros complicavam a vida de moradores e outros lojistas. Algumas das empresas chegavam a expor, em um mesmo dia, até 400 veículos. Ou seja, 400 vagas públicas a menos - ocupadas por uma mesma loja - dificultando o movimento local. Com a mudança das agências para a Cidade do Automóvel, resolveu-se um grave problema urbanístico da cidade e resgatou-se a W3 para o comércio diversificado que se previa no plano original de Brasília.
Para reurbanizar a W-3, o governo local ofereceu para as revendas 165 terrenos diante da auto-estrada que liga Taguatinga ao Plano Piloto, a Estrutural, concedendo 80% de desconto no valor do terreno para quem construísse em até dois anos. Também abriu as verbas do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste para financiar 50% das obras, com um ano de carência, 10 anos para pagar e juros de 12% ao ano. Com lojas maiores, foi necessário contratar mais funcionários. Para a realização desse projeto de sucesso, foi necessário um investimento de R$ 163 milhões. Parte desses recursos veio da iniciativa privada, que contou com o apoio do Governo do Distrito Federal.
Os empresários do mercado de veículos fazem uma avaliação positiva da setorização do comércio num só lugar. Segundo eles, a criação da Cidade do Automóvel criou facilidades para os clientes, o que aumentou o fluxo de pessoas e conseqüentemente as vendas. No começo, muitos confessaram estar insatisfeitos por causa da distância, mas acabaram convencidos pelo aumento nas vendas.
A preocupação ecológica, marca dos projetos implantados pelo GDF, esteve presente na concepção e construção da Cidade do Automóvel. Por conta da proximidade com o Parque Nacional de Brasília (Água Mineral), foram instaladas redes de esgoto para possibilitar o tratamento de 100% do esgoto produzido pelo novo setor. Antes de os lotes serem entregues, o sistema já estava concluído e permitiu que o impacto ambiental na região fosse reduzido, inclusive na fase de construção dos estabelecimentos.
A estrutura de marketing da Cidade do Automóvel é hoje uma das mais expressivas de Brasília e o novo pólo tornou-se um fator de orgulho para a população, que, ainda por cima, ficou livre do incômodo de conviver com o comércio de automóveis nas suas vizinhanças.